segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A saudade diminuiu ou fomos nos que envelhecemos - Millôr Fernandes

A saudade bate à porta.
Ficaram apenas as lembranças e o gosto. O gosto do perfume, o gosto da risada, o gosto do momento.
Sinto-me tão feliz por ter experimentado. Já disse um poeta "Saudade é melhor que caminhar vazio".
Então por que será que algumas pessoas não sabem agradecer o que viveram, vivem o presente a pensar no que perderam e esquecem que a caminhada não acabou. Que existem novos companheiros, novas preocupações, uma novoa vida a seguir e assim segue a vida.
Eu também sinto saudades, de tantas coisas, e às vezes meu travesseiro é o companheiro mais leal e nesses momentos sou fiel apenas aos meus pensamentos.
Mas chega um tempo, que é tempo de aquiescer, da alma sorrir.
Cada um tem seu tempo e cada tempo tem o seu, mas eu não compreendo.
A minha saudade também machuca... será que depois de tanto perder se acostuma? Não. Jamais. Não foi isso que aconteceu comigo.
Penso que talvez seja como cair, depois de tanto cair, o corpo aprende.... sabe como se esparramar no chão, sem que o impacto seja tão dolorido.
De verdade, não sei.
Já perdi.... chorei, desesperei, mas ficou a saudade, mas fica sempre a saudade... e avida segue..

Disse um amigo
"Há um momento em que:
A mente para
A boca se cala
Os olhos se fecham,
E o coração transborda.

E tudo se desmancha em Amor."