O fogo apagou?
Penso que ainda não, mas tem vezes que bate um vento gelado, na verdade uma brisa, mas ela entra na fresta da manga da camisa e é como se atingisse meu coração. Congela minha esperança.
Aumenta dia após dia as vezes que a brisa vem, quase me sinto de frente ao oceano. Cada vez que ela sopra, leva consigo um pouco do meu brilho, ficando por aqui a desolação.
Faltando o otimismo, só sinto mais frio, congela minha espinha dorsal e o medo cresce.
E eu me culpo, culpo a situação e tudo que me ronda, mas nunca ninguém.
E de tando negar, me afundo no medo. Meu oceano.
Vem a brisa gelada e me atinge no rosto. Rouba mais um pouco do meu brilho, deixando-me cética,
Quero forças, quero idéias, talvez certezas, quero esperar, quero esperança, preciso acreditar.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
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